domingo, 1 de setembro de 2013

Bicho também precisa de ajuda!!!


A tragédia que assolou o estado de Santa Catarina afetou também cães, gatos, pássaros de gaiolas, cavalos e rebanhos inteiros de bovinos. Muitos são encontrados mortos e outros abandonados em cima de telhados ou de árvores, presos à coleira nos jardins das casas e trancados em apartamentos.

“As associações de proteção aos animais de todo o estado estão unindo forças para ajudar e a prioridade é o atendimento veterinário básico, a alimentação e o fornecimento de água”, diz Rosele Fatima Perozzo, presidente da ONG Amigo Bicho, de Itapema. É importante ressaltar que os animais sem dono não estão sendo resgatados, mas recebem todo o apoio possível. “O principal é manter esses animais vivos até que seus donos os encontrem. Sabendo disso, muitas pessoas estão cuidando de bichos que não são seus. Tem gente aqui com 50 bichos em casa”, diz Roberto Antonio Pereira, presidente da Associação Itajaiense de Proteção aos Animais (Aipra).

Segundo Rosele, todos os dias chegam à sede da ONG gatos que precisam de ajuda. “Mas isso não é nada comparado à região de Itajaí. Lá, o pessoal sai todos os dias com o carro cheio de ração e água, e alimenta os animais que não podem ser removidos das áreas atingidas”, completa.

A voluntária Heloísa Knabeen, da ONG Viva Bicho de Itajaí, conta que, na última semana, resgatou 14 gatos que estavam em cima do telhado de uma casa completamente tomada por água e levou para o abrigo da associação. “Infelizmente não podemos resgatar todos os animais, pela falta de espaço, mas fazemos de tudo para alimentar os que estão desabrigados e com fome”, diz.

Alguns dos animais de Itajaí estão perto dos abrigos para moradores que perderam suas casas, então, recebem ajuda constante. Mesmo assim a Aipra contabilizou um número de mortes que está entre 700 e mil animais domésticos de todos os tipos. “O maior número de mortes ocorreu porque muitos animais ficaram presos na coleira dentro de casa”, diz Pereira.

Esse número pode aumentar devido a doenças provocadas pelas enchentes. “A bactéria da leptospirose, presente na urina dos ratos, é o maior risco nesses casos e também pode atingir os animais”, diz o médico veterinário Carlos Leandro Hennemann, da Alles Blau Pet Care, em Curitiba.

Em relação aos animais mortos, Hennemann diz que a melhor opção é a cremação. “Assim, é possível extinguir qualquer possibilidade de doenças”, diz. Mas se isso não for possível, o ideal, segundo o veterinário, é enterrar os bichos em locais longe de córregos e nascentes para evitar a contaminação do lençol freático.

Serviço
A ajuda aos animais e às pessoas atingidas pode ser feita por meio da Defesa Civil (41) 3329-6656 e Provopar (41) 3234-1118. Doações em dinheiro são recebidas pela ONG Viva Bicho (47) 8425-1459 / 9903-5441, com Heloisa, e pela ONG Amigo Bicho (47) 3368-4758, com Rosele.

Por Sue Ellen Calvario, especial para a Gazeta

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