domingo, 1 de setembro de 2013

Vivendo e Aprendendo!!!


Uma cadela encontrou um recém nascido abandonado numa caixa de papelão em Santo Antonio dos Montes, cidade do interior de Minas. Conta a notícia que a cadela, uma vira lata chamada Xuxa, encontrou e arrastou até a calçada a caixa de papelão em que o bebê estava.

O animal salvou a vida do humano. Esta não é a primeira, nem será a última vez que acontece, então por que me espanto? Cachorros apenas sentem, agem movidos pelo instinto, não guardam juízo de valor. A cadela fez aquilo que cadelas fazem: acionou seu instinto, percebeu um ente vivo, acionou o alarme da natureza.

Pessoas, afinal, agem movidas por que forças? Fosse a mãe da pequenina criatura uma cadela, talvez morresse de fome ao lado de sua cria. Mas era da raça humana, entes que se atribuem superioridade natural no mundo dos seres vivos. O que ela pensou, e por que teria agido assim? Cadela, a gente aprende desde criança, é a maneira mais torpe de ofender uma mulher. Ensina o Aurélio que tal termo simboliza uma mulher de procedimento censurável, desavergonhada... E foi uma cadela, justo esse animalzinho que empresta o nome para xingos, justo ela, que agiu com amor, a maior das virtudes humanas. A mãe, não importa o motivo, fugiu da cena com a covardia que só humanos têm. Se amor houve quando concebeu seu filho, onde estava esse amor quando o pariu?

O amor dos animais nasce com eles, e neles permanece enquanto vivem. Não sei se é amor o que faz um cachorro manter-se fiel a seu companheiro humano – recuso-me a usar o termo dono, animais não são objetos, são antes seres que repartem conosco desventuras e alegrias, são espelhos de nossa alma. Nós, ao contrário de nossos fiéis amigos, oscilamos nossos humores qual pêndulo amalucado. Odiamos e amamos com a mesma intensidade e passamos pela vida a ziguezaguear entre afetos e desafetos, sonhos e pesadelos, vitórias e fracassos.
Cada vez mais me convenço que estamos no mundo para aprender. E a cadela Xuxa, pelo visto, tem muito a nos ensinar...

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